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5 razões para investir em projetos de engenharia sustentável agora mesmo

Diego VelázquezPor Diego Velázquezjunho 26, 20265 Mins de leitura
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Elmar Juan Passos Varjão Bomfim
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Elmar Juan Passos Varjão Bomfim revela que, por muito tempo, sustentabilidade na engenharia foi tratada como custo adicional, um capítulo de boas intenções que encarecia a obra sem trazer retorno claro. Essa leitura envelheceu. Hoje, projetar de forma sustentável é, antes de tudo, uma decisão econômica e estratégica, e quem adia essa escolha tende a pagar mais caro depois.

O pano de fundo ajuda a explicar a urgência. A energia solar já superou R$ 300 bilhões em investimentos acumulados no Brasil e está presente em mais de 5 mil municípios, consolidando-se como uma das principais fontes da matriz elétrica do país. Ao mesmo tempo, o capital internacional passou a privilegiar mercados com credenciais verificáveis de descarbonização, e a matriz limpa brasileira virou um trunfo competitivo que poucos países conseguem replicar.

Some-se a isso o custo de adiar. Investir em engenharia sustentável deixou de ser uma aposta de longo prazo e passou a ter justificativas concretas no presente. A seguir, cinco delas, que ajudam a entender por que o momento pesa tanto na decisão.

A conta que se paga ao longo do tempo

Elmar Juan Passos Varjão Bomfim destaca que a primeira razão é a mais direta: economia. Um projeto sustentável exige pensar melhor no início, mas devolve esse esforço em contas menores durante toda a vida útil da edificação. Eficiência energética, reaproveitamento de água, aproveitamento de luz natural e geração própria reduzem o custo operacional mês após mês, até que a diferença inicial se dilua e o investimento comece a render de fato.

Em instalações de grande consumo, como indústrias e centros de distribuição, essa lógica do ciclo de vida é ainda mais evidente. O gasto com energia e manutenção ao longo de décadas costuma superar, com folga, o valor da construção. Atacar esse custo na origem transforma o que parecia despesa em ativo, e é aí que a engenharia sustentável deixa de ser discurso para virar planilha.

O capital agora tem cor verde

A segunda razão está em quem financia. Bancos, fundos e investidores passaram a condicionar crédito e aportes a critérios ambientais, e projetos com bom desempenho nesse quesito acessam linhas mais baratas e prazos mais longos. Instrumentos como as debêntures verdes cresceram justamente para atender a essa demanda, abrindo caminho para obras que antes esbarravam no custo do dinheiro. 

Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, CEO da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, explica que projetos que incorporam critérios de sustentabilidade desde a concepção tendem a encontrar um ambiente de financiamento mais favorável do que aqueles que tratam o tema como detalhe.

Por que esperar pela regulação saiu de moda?

A terceira razão é regulatória e tem tudo a ver com tempo. As regras ambientais só tendem a ficar mais rígidas, e quem projeta hoje pensando apenas no mínimo exigido corre o risco de entregar amanhã uma obra obsoleta. Antecipar-se a normas de eficiência, emissões e destinação de resíduos custa bem menos do que adaptar uma estrutura já pronta.

Elmar Juan Passos Varjão Bomfim
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim

Elmar Juan Passos Varjão Bomfim destaca que, em vez de reagir à fiscalização, a engenharia sustentável trata a exigência futura como premissa de projeto. Isso evita o retrabalho caro, as multas previsíveis e o desgaste de uma adequação feita às pressas. Construir pensando na regra que ainda vai chegar é, no fim, uma forma de proteger o investimento contra a própria passagem do tempo.

A energia limpa deixou de ser promessa e virou infraestrutura

A quarta razão é energética. A geração solar abandonou o status de diferencial simbólico e se tornou parte da infraestrutura básica de quem consome muita energia. Telhados industriais, coberturas de estacionamento e áreas ociosas viraram usinas, e sistemas fotovoltaicos bem dimensionados encurtam o tempo de retorno do investimento a poucos anos. 

Esse é um terreno, segundo Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, sobretudo na instalação de sistemas fotovoltaicos e na construção de centros de distribuição que já nascem preparados para gerar parte da própria energia. Incorporar essa capacidade durante o projeto, e não como remendo posterior, é o que separa uma obra eficiente de uma adaptação cara.

Construir sustentável é construir para durar

A quinta razão é a durabilidade. Eventos climáticos extremos, antes tratados como exceção, passaram a integrar o cálculo de risco de qualquer empreendimento. Projetar com materiais mais resistentes, drenagem adequada e estruturas pensadas para suportar enchentes, calor e ventos fortes reduz a chance de perdas e prolonga a vida útil da obra. 

Elmar Juan Passos Varjão Bomfim pontua que a recuperação estrutural e o reaproveitamento de materiais, por sua vez, evitam demolições desnecessárias e o desperdício que elas carregam. Sustentabilidade, nesse sentido, é sinônimo de resiliência: uma obra que dura mais custa menos ao longo do tempo e pesa menos sobre o ambiente.

A engenharia que o Brasil vai precisar na próxima década

O país vive um raro alinhamento de incentivos. A matriz elétrica limpa, a pressão por descarbonização, o capital disposto a financiar projetos verdes e o custo crescente da energia converge para o mesmo ponto e torna a engenharia sustentável não uma opção nobre, mas a escolha mais racional. O setor que ainda hesita corre o risco de descobrir tarde demais que a alternativa saía bem mais cara. Os próximos anos devem consolidar essa virada, e a vantagem ficará com quem tratou a sustentabilidade como projeto, e não como verniz aplicado no fim. 

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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