Antonella Giancoli, da Benarrivati, inclui a subida ao Duomo di Milano entre as experiências que ajudam a compreender de perto uma obra iniciada em 1386. No alto da catedral, mais de 3.400 esculturas dividem espaço com arcos, gárgulas e uma vista que, em dias claros, alcança as montanhas ao redor da planície lombarda
No alto do Duomo di Milano, a cidade muda de escala. Os caminhos abertos sobre a cobertura passam entre 135 guglie, arcos e esculturas em mármore de Candoglia, permitindo observar a poucos metros detalhes que praticamente desaparecem quando vistos da praça.
Antonella Giancoli, responsável pela curadoria italiana da Benarrivati, inclui os terraços nos roteiros por Milão justamente por essa mudança de perspectiva. Se o interior revela a dimensão monumental da catedral, a subida mostra de perto a complexidade de uma construção iniciada em 1386 e transformada continuamente ao longo de mais de seis séculos.
Uma catedral construída ao longo de séculos
O Duomo começou a ser erguido em 1386, quando Gian Galeazzo Visconti decidiu substituir o tradicional tijolo lombardo pelo mármore de Candoglia e adotar uma linguagem ligada ao gótico internacional. A dimensão do projeto trouxe para Milão arquitetos, engenheiros, escultores e artesãos de diferentes partes da Europa.
A construção avançou por períodos muito distintos. Entre os séculos XVII e XVIII, foi concluída a grande guglia central, coroada pela Madonnina em 1774. No início do século XIX, Napoleão impulsionou os trabalhos da fachada, enquanto elementos como as portas só seriam concluídos ao longo do século XX.
Essa sobreposição é especialmente visível nos terraços, onde elementos góticos convivem com esculturas realizadas em épocas posteriores.
Por que a subida muda a leitura do Duomo
Nos terraços estão mais de 3.400 estátuas, além de 150 gárgulas, arcobotantes e outros elementos ornamentais esculpidos em mármore. A maior parte das 135 guglie mede cerca de 17 metros.
“De dentro da catedral, você percebe a escala do espaço, os vitrais e a altura das naves. Nos terraços, a relação muda porque é possível chegar muito perto das esculturas e entender quanto trabalho existe em detalhes que, vistos da praça, quase desaparecem. É uma parte do Duomo que merece tempo próprio dentro da visita”, destaca Antonella Giancoli.
O ponto mais alto acessível aos visitantes fica a cerca de 45 metros do solo, na Terrazza Centrale, de onde também se observa a própria arquitetura da cobertura a partir de outro ângulo.
Milão vista do alto da catedral
A subida pode ser feita por escadas ou elevador, seguida pelos caminhos que percorrem diferentes níveis da cobertura. No alto, o horizonte urbano se abre ao redor da catedral e, quando as condições de visibilidade permitem, aparecem também as montanhas que cercam a planície do Pó.
Para Antonella Giancoli, incluir os terraços evita que a passagem pelo Duomo termine apenas no interior ou na fotografia feita da Piazza del Duomo. É no alto que a ornamentação deixa de funcionar como pano de fundo e passa a revelar a escala artesanal de uma construção que atravessou séculos de trabalho.
Sobre a Benarrivati
Fundada e liderada por Antonella Giancoli, a Benarrivati é uma holding de viagens de alto padrão especializada em desenhar jornadas sob medida pelo solo europeu e africano. Com operação própria e equipes de concierges locais, a companhia elimina intermediários para garantir segurança jurídica, transparência financeira e discrição inegociável em cada etapa da experiência. Pautada pela ética do relacionamento e pela valorização do tempo, a Benarrivati transforma a hospedagem em propriedades privadas em uma forma de preservar memórias e legados familiares.

